Páginas

sábado, 29 de março de 2014

Inquieto está meu coração

Inquieto está meu coração
Somos sedentos por Deus em toda história

Inquieto está meu coração
Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a melhor parte, que lhe não será tirada. (Lucas 10:41-42)

“Maria, que se assentou aos pés do Senhor” (Lucas 10:39)

Uma só coisa é necessária :estar perto de Jesus. (São Padre Pio)

O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa de atrair o homem para Si e “só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso” (Catecismo da Igreja Católica P 1,27)

Como a corça anseia pelas águas vivas, assim minha alma suspira por vós, ó meu Deus. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus? (Salmo 42:1-2)

Fizeste-nos para Ti e inquieto está o nosso coração enquanto não repousar em Ti. (Santo Agostinho)

somos peregrinos rumo à pátria celestial, àquele bem completo, eterno, que nada nos poderá mais arrebatar. Não se trata, portanto, de sufocar o desejo que está no coração do homem, mas sim de libertá-lo, para que possa alcançar sua verdadeira altura.(Papa Bento XVl)

Nada te pertube ,nada te espante,tudo passsa... só deus basta (santa Tereza dávila)

Vinde a mim todos...(Mateus 11,28)

Só em Deus repousa minha alma. (Salmo 62:1)

O pecado traz a morte

O pecado traz a morte
Deus se alegra quando lutamos contra o pecado

O pecado traz a morte
“Sendo seus colaboradores, exortamo-vos a não receberdes em vão a graça de Deus” (2Cor 6,1). A graça de Deus é o Seu auxílio a nossa alma. O que nossa alma seria incapaz de fazer sozinha, a graça faz. Ela potencializa a nossa natureza dando a capacidade de fazer o sobrenatural.
A graça de Deus vem em socorro de nossas fraquezas. Não podemos receber a graça de Deus no vazio, deixar-se perder. Na vida espiritual o Senhor dá a graça a todos, mas nem todos a aproveitam e cooperam com ela. Se você colocar a semente numa terra fofa, e cuidar dela, vai dar um pé maravilhoso, mas Deus não irá capinar aquela horta, Deus fará o que você não pode fazer, que é fazer germinar, mas se você guardar a semente e não colocá-la na terra, Ele não poderá fazê-la crescer. Deus não ajuda o preguiçoso, não ajuda aquele que não quer trabalhar, pois Ele sabe que não estamos nos valorizando.
Não podemos deixar a graça passar em vão, pois pode ser que não tenhamos outra chance. “Quem deixa para fazer depois o que precisa fazer hoje, é porque não quer fazer nunca”. Não deixe para depois, não deixe a graça de Deus em vão.
Nós não podemos carregar o pecado na alma, sabendo que estamos em pecado. A conversão é algo para a vida inteira, teremos que trabalhar nossa conversão até o dia de nossa morte, pois Deus nos quer santos, Ele não quer menos do que isso de nós, pois Ele nos fez para a santidade. O pecado destruiu nossa santidade original, mas Deus nos quer santos, temos que entender isso com muita naturalidade, Deus nos criou para sermos santos.
“Procurai a paz com todos e a santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12,14). Sem a santidade ninguém pode ver a Deus, esse ver a Deus é viver na comunhão com o Senhor. Ninguém pode entrar na comunhão com Ele sem ser santo. A maioria de nós seremos santos depois de passarmos para o purgatório. Deus, na sua bondade, na sua misericórdia, dá uma chance para que sejamos purificados na eternidade. A alma no purgatório é como se estivesse numa cadeia, ela não consegue fazer nada para sua santificação, então quem faz é a Igreja na Santa Missa.
Nós temos essa vida inteira para buscar nossa santificação, nossa conversão, nossa salvação, e a Igreja nos oferece os meios para isso. A Igreja existe para que cheguemos à santidade. Tem pecado que não é fácil de deixarmos, na verdade vamos deixando o pecado na luta (cai, confessa e levanta), e o pecado vai enfraquecendo e Deus vai vencendo.
Duas coisas não podem acontecer na nossa vida espiritual: o desespero e o desânimo. Não podemos nos desesperar nem desanimar de lutar contra o pecado. O Catecismo da Igreja Católica chama o sacramento da confissão de sacramento de cura, cura de depressão, autopiedade, … A Palavra de Deus é intransigente com o pecado, a Palavra de Deus nos exorta, se for preciso vamos até o sangue na luta contra o pecado.
Outro auxilio é a Eucaristia, “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”(Jo 6,56). Precisamos desse remédio todos os dias na luta contra o pecado, se não podemos ir à Missa todos os dias, pelo menos uma vez por semana precisamos ir.
Não vamos desanimar nunca, Deus se alegra quando lutamos contra o pecado.
Prof. Felipe Aquino

quarta-feira, 26 de março de 2014

CF jovem


Encontro da CF jovem 
na capela de santa teresinha 
No dia vinte dois de março de dois mil e quatorze (22/03/2014)domingo passado, foi realizado na capela de santa teresinha, o terceiro encontro da campanha da fraternidade jovem com o tema "deus auto da liberdade não tolera  a escravidão" , o encontro foi realizado pelo os grupos de jovens JOCAP e JOVIASC , um encontro  em que os jovens puderam entender mais sobre o tema da CF 2014, que fala sobre o trafico humano, veremos agora algumas fotos.


















Líder mais influente do mundo

Líder mais influente do mundo
É o que diz a revista Fortune


Líder mais influente do mundo
A revista de negócios Fortune considerou que o Papa Francisco é o líder mais influente do mundo e justificou a decisão baseando-se em seu "eletrizante" estilo de gestão pastoral e nas reformas que encarou na Igreja Católica.

A publicação colocou o primeiro Papa latino-americano e jesuíta da história no topo de uma lista de 50 personalidades mundiais destacadas, tendo como segundo lugar a chanceler alemã Angela Merkel.

"Há exatamente um ano atrás, a ‘fumata bianca’ anunciou o novo líder espiritual de 1.2 bilhões de católicos romanos no mundo. Neste período, Francisco eletrizou a Igreja e atraiu legiões de admiradores não católicos ao estabelecer energicamente um novo rumo", precisou.

"Recentemente, Francisco pediu ao mundo que deixe de tratá-lo como uma estrela de rock. Sabe que embora sejam revolucionárias, suas ações até agora só refletiram um novo tom e novas intenções", acrescentou a revista.

A imagem positiva do Papa argentino foi durante 2013 capa de numerosos jornais e revistas do mundo inteiro.

A revista Times, The Yorker, Wall Strett Journal, e até a revista emblema do rock, a Rolling Stone, dedicaram artigos elogiosos ou o escolheram como personalidade do ano.

Fonte: ACI Digital

segunda-feira, 24 de março de 2014

Qual língua o demônio entende?

Qual língua o demônio entende?
O Demônio entende português?


Qual língua o demônio entende?
O demônio é um anjo que Deus criou bom e a quem permite tentar os homens para consolidar a fidelidade destes ao Senhor. Não podemos descer a por menores ao tratarmos do conhecimento que o demônio tem das realidades humanas. É certo, porém, que ele não aprende determinadas línguas e ignora outras. O maligno conhece o que vai no íntimo dos homens tão somente na medida em que estes manifestam por sinais o que lhes vai no coração. A Escritura e a Tradição sempre exortaram os fiéis a rezar em voz alta e publicamente, sem receio de quesuas intenções pudessem ser contraditadas pelo Maligno ciente do que pedimos a Deus. Adernais a glossolália é um carisma, um dom esporádico de Deus, que não pode ser institucionalizado ou exercido a gosto do cristão.

* * *

Um caso realmente ocorrido oferece ocasião a reflexões.

Certa vez, num grupo de oração, a pessoa que coordenava perce­beu que um dos participantes orava em voz alta na língua portuguesa. Exclamou então com grande ânimo: Ore em línguas, pois o demônio está entendendo o português!”…

O fato sugere algumas considerações.

REFLETINDO…

Proporemos três ponderações.

1. O que o demônio sabe…

O demônio é um anjo, espírito sem corpo, que Deus criou bom mas que se perverteu por soberba. É dotado de inteligência e vontade mais agudas do que a inteligência e a vontade dos homens, porque não sujeitas aos entraves da corporeidade.

Sendo espíritos sem vinculação com a matéria, os anjos bons e maus não dependem dos sentidos, como nós dependemos. Não preci­sam de abrir os olhos ou os ouvidos para captar impressões visuais ou sonoras e elaborá-las pelo raciocínio, …raciocínio prolongado e sujeito a erros. O conhecimento dos anjos é inato e intuitivo.

Inato: Deus lhes infundiu, desde que os criou, as noções que lhes convinha saber, a respeito de Deus, dos outros anjos, dos homens e da natureza. Intuitivo, isto é, não discursivo; o anjo vai direto ao âmago das coisas1 sem experimentar hesitações – 0 que lhe permite ter um saber muito mais sólido, firme e penetrante do que o nosso saber.

Em consequência, os anjos conhecem os “futuros necessários”, isto é, aquelas coisas que decorrem necessariamente das leis da nature­za, assim como o astrônomo pode prever fenômenos distantes (eclipses, por exemplo) aplicando simplesmente as leis da natureza. Todavia os anjos não podem conhecer os “futuros livres”, isto é, os acontecimentos que dependem da liberdade humana; também não podem conhecer os pensamentos e desejos íntimos dos homens (só Deus os conhece); per­cebem, porém, nossos pensamentos e sentimentos na medida em que os manifestamos de algum modo, mediante sinais e expressões adequa­das.

Dotados de inteligência, os anjos tem necessariamente vontade. Esta é tanto mais perfeita, firme e forte quanto mais perfeito é o conheci­mento que lhe antecede. Ninguém pode querer algo sem o conhecer e há de querê-lo ou repudiá-lo na medida do que conhece.

Estas ponderações são necessariamente sóbrias, visto que não se tem dados seguros para afirmar algo mais sobre o conhecimento do de­mônio. Donde se segue que não tem propósito afirmar que o Maligno aprendeu a língua portuguesa, mas não aprendeu outros idiomas. Isto equivaleria a equiparar o anjo mau a um inimigo humano, que tem limitações linguísticas.

2. O que o demônio pode…

Em sua linguagem sóbria ensina o Catecismo da Igreja Católica:

“394. A Escritura atesta a influência nefasta daquele que Jesus chama de “O homicida desde o princípio” (Jo 8,44) e que até chegou a tentar desviar Jesus da sua missão recebida do Pai. “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo” ( Jo 3,9).

A mais grave dessas obras, devido às suas consequências, foi a sedu­ção mentirosa que induziu o homem a desobedecer a Deus.

395. Contudo, o poder de Satanás não é infinito. Ele não passa de urna criatura, poderosa pelo fato de ser puro espírito, mas sempre criatu­ra; não é capaz de impedir a edificação do reino de Deus. Embora Sata­nás atue no mundo por ódio contra Deus e o seu Reino em Jesus Cristo, e embora a sua ação cause graves danos – de natureza espiritual e, indiretamente, até de natureza física – para cada homem e para a socie­dade, esta ação é permitida pela Divina- Providência, que com vigor e doçura dirige a história do homem e do mundo. A permissão divina da atividade diabólica é um grande mistério, mas “nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam” (Rm 8,28).

Verdade é que o Maligno pode querer prejudicar nossas boas in­tenções formuladas na oração. Todavia a Escritura e a Tradição sempre exortam os homens a oração, e à oração em vernáculo, sem jamais pro­por o uso de língua estranha, que é demônio desconheça; levem-se em conta os Salmos e as passagens do Novo Testamento: Lc 11, 9-13; Jo 14,13s; 16,24-27… A oração é a força do cristão, o recurso permanente que Deus lhe deu para resolver seus problemas. Não há Oração perdida ou ineficaz, pois, se o Senhor não concede o que lhe sugerimos, conce­de o que mais convém ao bem do orante: “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei, e vos será aberto, pois todo aquele que pede recebe, aquele que busca encontra, e a quem bate se lhe abrir” (Mt 7,7).

Donde se depreende não ter propósito a exortação a que alguém ore em línguas para que o demônio não o compreenda e entrave a prece feita em vernáculo.

Examinemos agora de mais perto:

3.  O Dom das Línguas

0 dom das línguas (glossolália) é um carisma, ou seja, uma graça do Espírito Santo concedida para a edificação da comunidade. É o que São Paulo exprime longamente em 1Cor 14,2-15. Por isto quer o Apóstolo que o dom das línguas seja acompanhado do dom da interpretação para que toda a assembleia compreenda o que é dito e daí tire proveito:

“Quando estais reunidos, cada um de vós pode cantar um cântico, proferir um ensinamento ou uma revelação, falar em línguas ou interpretá-­las; mas que tudo se faça para a edificação! Se há quem fale em línguas, falem dois ou, no máximo, três, um após o outro. E que alguém as inter­prete. Se não há intérprete, cale-se o irmão na assembléia, fale a Si mesmo e a Deus” (1Cor 14, 26-28).

A glossolália resulta do entusiasmo do orante, que passa a falar linguagem ininteligfvel, porque a grandeza das obras de Deus não pode ser adequadamente expressa pelo linguajar comum. 0 entusiasmo, porém, pode redundar em desordem na assembléia; dá as medidas de cautela do Apóstolo. Se não há disciplina no exercício do carisma, pode o culto divino assemelhar-se a uma reunião de loucos:

“Se a Igreja se reunir e todos falarem em línguas, os simples ouvintes e os incrédulos que entrarem, não dirão que estais loucos?” (1Cor 14, 23).

Por causa do perigo da indisciplina, São Paulo parece preferir ao dom das línguas o da profecia, que é a proclamação das maravilhas de Deus em linguagem inteligível:

“Se, ao contrário, todos profetizarem, o incrédulo ou o simples ouvinte que entrar, há de sentir-se argüido por todos, julgado por todos; os segredos do seu coração serão desvendados; prostrar-se-á por terra, adorará a Deus e proclamará que Deus está realmente no meio de vós” (1Cor 14, 24).

A glossolália parece ter desaparecido nas comunidades cristãs desde o século IV. S. João Crisóstomo (+ 407) referia que na sua época havia embaraço para explicar o que seria o dom das línguas mencionado pelo Apóstolo; com efeito, ao comentário Cor 12,ls, dizia o Santo:

“Esta passagem é totalmente obscura; tal dificuldade provém do fato de que ignoramos o que ocorria outrora e não mais acontece em nossos dias” (In epist. 1 ad Car. Homilia 29,1).

Orígenes (+ 250) mesmo parece ter ignorado o que fosse a glossolália, pois interpreta a afirmação paulina “Falo em línguas mais do que todos vós” (1Cor 14,18) no sentido de que São Paulo tinha milagro­samente o conhecimento da língua de cada povo que ele evangelizava (In epist. ad Romanos 113). 5. Ireneu (+ 202) e Tertuliano (+ 220) ainda fazem referência ao carisma da glossolália. Há quem julgue que o abuso do pretenso dom de línguas por parte dos hereges montanistas no século III tenha provocado o desinteresse dos fiéis ortodoxos portal carisma nos tempos subseqüentes. Santo Agostinho (+430) escrevia: “Quem poderia pensar hoje que a imposição das mãos provoque o dom das línguas?” (De Baptismo III, 16,21).

Nos tempos posteriores, parece que alguns místicos tiveram o dom da ebrietas spiritualis, embriagues espiritual, estado de alma em que a consolação dada por Deus se apodera do fiel com tal veemência que ele se torna incapaz de exprimir sua experiência em linguagem convencio­nal e se expande com palavras estranhas e desarticuladas. Tal estado dito “de embriaguês” corresponderia ao que os Apóstolos experimenta­ram no dia de Pentecostes, merecendo, por isto, ser tidos como óbrios (cf. At 2,13-15).

Em sua autobiografia S. Teresa de Ávila (+ 1582) refere algo que poderia ser assemelhado ao estado de embriagues espiritual ou à glossolalia:

“Pronunciam-se então muitas palavras para o louvor de Deus, mas sem ordem, a menos que Deus queira a colocar ordem; a mente humana por Si não é capaz de fazê-lo. A alma desejaria proclamar bem alto a glória de Deus. Ela fica fora de Si mesma no mais suave delírio… Ela quisera sei; por inteiro, línguas para louvar a Senhor” (Vida, cap. 16, 3-4).

Visto que tal fenômeno é de ordem muito íntima, reservado à experiência pessoal dos místicos, não nos é possível avaliar a frequência com que tenha ocorrido no passado.

Nos últimos séculos registraram-se certas “explosões” de glossolalia em grupos numericamente restritos. Tais foram os grupos huguenotes (protestantes franceses) dos Pequenos Profetas das Cevenas ou Camisardos (1658-1710), os jansenistas de Paris (1731) e os discípulos de Edward Irving na Inglaterra (1830-1900). Tais casos podem ser tidos como efusões de ânimo entusiástico, sem que existisse algum dom es­pecial do Espírito Santo; houve na história da mística, muitos fenômenos semelhantes aos do êxtase e da linguagem desarticulada provocados por convicções naturais, sem particular intervenção de dons transcendentais.

O século XX, porém, registra o surto de movimentos pentecostais tanto entre os católicos como entre os protestantes. Entre estes últimos instaurou-se a crença de que todo adulto cristão, após a sua conversão e o seu Batismo, deve preparar-se para receber o Batismo no Espírito San­to ou uma nova efusão do Espírito, que o habilitará a dar testemunho em línguas estranhas, como faziam os Apóstolos no dia de Pentecostes (cf. At 2,4); tal dom, dizem, em muitos casos é permanente e vem a ser ex­presso tanto na oração particular como no culto público. O Movimento Pentecostal, iniciado no começo do século XX, tornou-se especialmente vivo e atuante a partir de 1956, aproximadamente entre os protestantes, e 1967 entre os católicos. Nem todos os grupos católicos de oração che­gam a dizer que o Batismo no Espírito Santo é sinal indispensável de conversão, mas todos estimam o dom das línguas; muitos pedem tal ca­risma como sinal normal de que o Espírito Santo entrou na vida do fiel com novo vigor.

Os numerosos casos contemporâneos de glossolalia estão sujei­tos à análise de teólogos e psicólogos. Pode-se indagar, com fundamen­to, se em todos esses casos se trata realmente de inspiração divina. Sem querer negar a intervenção do Espírito Santo em muitas de tais ocasiões, pode-se admitir que outras manifestações se devam ao entusiasmo pes­soal e à sugestão exercida pelo ambiente sobre o orante. São Paulo mesmo lembra aos Coríntios que alguém pode falar em línguas “como  um bronze que soa ou como um címbalo que tine” (cf. 1Cor 13,1).

Em nossos dias não costuma haver intérprete para o dom das lín­guas, de modo que a comunidade não se pode beneficiar dessa linguagem estranha. Há quem explique que mesmo em tais casos o dom tem sua razão de ser: é uma efusão entusiástica do ânimo do orante, que assim louva a Deus. Tal explicação pode ser aceita; São Paulo observava que, em tais circunstâncias, o orante deveria rezar a sós, em casa. Hoje em dia a glossolália toma nova modalidade: quando autêntica, é exercida em público, por efeito de poderosa intuição do orante, sem que a comunidade seja enriquecida pelo carisma.

Haja discernimento! O Apóstolo recomenda:

“Não extingais o Espírito… Discerni tudo e ficai com o que é bom” (1Ts 5, 195)1

A propósito merece especial consideração o artigo de Francis A Sullivan: LANGUES (Don des), en Dictionnaire de Splritualité, L IX, Paris 1976, cols. 223-227.

Confessar-se: como? Por que?


Confessar-se: como? Por que?
A confissão dos pecados graves e veniais

Confessar-se: como? Por que?
Por que devo me confessar? 

O coração do homem apresenta-se pesado e endurecido. É preciso que Deus dê a ele um coração novo. A conversão é, antes de tudo, uma obra da graça divina, que reconduz nosso coração a Ele: “Converte-nos, a ti, Senhor, e nos converteremos” (Lm 5,21). O Senhor nos dá a força de começar de novo. É descobrindo a grandeza do amor de Deus que nosso coração experimenta o horror e o peso do pecado e começa a ter medo de ofender o Altíssimo pelo mesmo pecado e de ser separado d'Ele. O coração humano converte-se olhando para aquele que foi transportado por nossos pecados (CIC 1432). 

O pecado é uma palavra, um ato ou um desejo contrário à lei eterna; “é uma falha contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana.” (cf. CIC 1849). Por esse motivo, a conversão traz, ao mesmo tempo, o perdão de Deus e a reconciliação com a Igreja, e é isso que o Sacramento da Penitência e da Reconciliação exprime e realiza liturgicamente. 

A confissão dos pecados graves e veniais 

Cristo instituiu o sacramento da penitência para todos os membros pecadores de Sua Igreja, antes de tudo, para aqueles que, depois do batismo, cometeram pecado grave e, com isso, perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial. É a eles que o sacramento da penitência oferece uma nova possibilidade de se converter e recobrar a graça da justificação (CIC, 1446).

Comete-se um pecado grave quando, mesmo conhecendo a lei de Deus, se pratica uma ação voluntariamente contra as normas prescritas nos dez mandamentos (cf. CIC 1857-1861). 

O pecado mortal destrói a caridade no coração do homem por uma infração grave da lei de Deus; desvia-O de Deus, que é seu fim último e sua bem-aventurança, preferindo um bem inferior. 

O pecado mortal, atacando em nós o princípio vital que é a caridade, exige uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma conversão do coração, que se realiza normalmente no sacramento da reconciliação (CIC 1855, 1856). 

A declaração dos pecados ao sacerdote constituiu uma parte essencial do sacramento da penitência: “Os penitentes devem, na confissão, enumerar todos os pecados mortais de quem têm consciência depois de examinar-se seriamente, mesmo que esses pecados sejam muito secretos e tenham sido cometidos somente contra os dois últimos preceitos do decálogo, pois, às vezes, esses pecados ferem gravemente a alma e são mais prejudiciais do que os outros que foram cometidos à vista e conhecimento de todos” (CIC, 1456). 

Todo fiel, depois de ter chegado à idade da discrição, é obrigado a confessar fielmente seus pecados graves, pelo menos uma vez por ano. (cf. CDC, 989; cf. CIC, 1457) 

Aquele que tem consciência de ter cometido um pecado mortal não deve receber a sagrada comunhão, mesmo que esteja profundamente contrito, sem receber previamente a absolvição sacramental, a menos que tenha um motivo grave para comungar e lhe seja impossível chegar a um confessor (cf. CDC, 916; cf. CIC, 1457). 

Procurai o Senhor enquanto é possível encontrá-Lo, chamai por Ele, agora que está perto. Que o malvado abandone o mau caminho, que o perverso mude seus planos, cada um se volte para o Senhor, que vai ter compaixão; pois os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são os meus – oráculo do Senhor. (Is 55,6-8). 

“Lâmpada para meus passos é tua palavra e luz no meu caminho” (Sl 118,105). 

O pecado venial (pecado ou falta leve), mesmo não rompendo a comunhão com Deus, “enfraquece a caridade, traduz uma afeição desordenada pelos bens criados, impede o progresso da alma no exercício das virtudes e a prática do bem moral; merece penas temporais. O pecado venial deliberado e que fica sem arrependimento nos dispõe, pouco a pouco, a cometer o pecado mortal” (CIC, 1863). 

Por isso, a Igreja vivamente recomenda a confissão frequente desses pecados cotidianos (CDC 988). A confissão regular dos pecados veniais ajuda-nos a formar nossa consciência, a lutar contra nossas más inclinações, a deixar-nos curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito. Recebendo mais frequentemente, por meio deste sacramento, o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele (cf. LG 40,42; CIC, 1458). 

“Mesmo se a Igreja não nos obriga à confissão frequente, a negligência em recorrer a ela é, pelo menos, uma imperfeição e pode tornar-se até um pecado, pois a confissão frequente é o único meio para o cristão evitar o pecado grave” (Sto. Afonso de Liguori, Teol. Mor., VI, 437).

Retirado do livro: Confessar-se: como? por quê?

Fonte: Canção Nova